Dubladores

Diana Morel


Arquivo de Som:

 
Marguerite Gautier (Greta Garbo) em A Dama das Camélias


 
Biografia:

 
Diana Morel foi uma dubladora Carioca.
 
Diana Morel nasceu em 1 de Setembro de 1935, na cidade do Rio de Janeiro.

 

Diana Morel

 

Filha de Castorina Pereira, Diana nasceu no Largo do Machado, no bairro de Botafogo, e estudou no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no bairro do Catete.

 

Teatro

 

Começou sua carreira na Boate Monte Carlo, entrando como público, e saindo como artista. Logo que foi vista, agradou a Carlos Machado que a convidou para ser vedete em seus teatros de revista. Pouco tempo depois foi contratada pelo mesmo. Isso ocorreu por volta de 1950/51.

 

Após um período na Boate Monte Carlo, mudou-se para a Boate Casablanca; também conhecida como Boate da Praia Vermelha; em 1951.

 

Na boate, atuou em peças, como: Pangaré (1952), de Ari Barroso e Haroldo Barbosa, Pif-Paf Edição Extra (1952), entre outras.

 

Na ocasião também atuou no Teatro Jerdel, na peça: Vae Levando! (1952), com Rose Rondelli; e no teatro musicado: A Imprensa é Livre (1952), com Mesquitinha, e Rose Rondelli.

 

Diana Morel (1953)

 

No Teatro Carlos Gomes, participou de um de seus mais importante teatros de revista: Mulheres de Todo o Mundo (1953), de Geysa Boscoli, ao lado de Dercy Gonçalves e Maria Sampaio. A peça fez tanto sucesso, que teve apresentações também em Recife, Pernambuco.

 

Em 1953, também começou a se apresentar na Boate Beguin, que fazia parte do Hotel Glória.

 

Ainda no mesmo ano, estréia na Boate Night & Day, a peça: Alvorada (1953), de Oswaldo Eboli, orientada por Joracy Camargo, e dirigida por Floriano Faissal, com Virginia Lane e Carlos Todar.

 

E pra fechar o ano de 1953, ingressa na Companhia de Basile, aonde atua na peça: O Que é Que o Bikini Tem? (1953), com Walter D'Avila, Zilka Salaberry, e Dorinha Duval.

 

Diana Morel (1954)

 

Em 1954, ingressa na Companhia Ataulfo e Suas Pastoras, na peça: Clarins Em Fá (1954), de Carlos Machado, ao lado de Iris Del Mar, retornando a Boate Monte Carlo.

 

No mesmo ano, estréia na peça: Esta Vida é Um Carnaval (1954), ao lado de Carlos Machado, Grande Otelo, Ataulfo Alves, Iris Delmar, e grande elenco, na Boate Casablanca.

 

No mesmo ano surge o convite para atuar na Companhia César Ladeira e Renata Fronzi, mas não conseguimos informações de quem ela tenha de fato atuado em alguma peça da companhia.

 

Paulo Celestino, Diana Morel, Suzy Montel, Zezé Macedo, Mesquitinha, Álvaro Teixeira, e o ensaiador (1954)

 

A famosa Companhia Walter Pinto, surge também em 1954, aonde atua na peça: Eu Quero é Me Badalar (1954), com Mesquitinha, e Zezé Macedo.

 

Diana Morel (1955)

 

Em 1955, retorna a Boate Beguin pelas mãos de Carlos Gomes, aonde atua nas peças encabeçadas por Silveira Sampaio: No País dos Cadillacs (1955), substituindo Liana Duval, que substituíra Sonia Correia, e ao lado de Silveira Sampaio, e Brasil de Pedro a Pedro (1955-56), com Silveira Sampaio.

 

Diana Morel (1956)

 

No ano seguinte, ingressa na Companhia Maria Della Costa, atuando pela primeira vez em uma companhia de peças teatrais não-revista, e também atuando pela primeira vez em São Paulo. Entre as peças que atuou, estão: O Canto da Cotovia (1955), e A Rosa Tatuada (1956).

 

Em 1957, vai para a Companhia Tonia-Celi-Altran, outro de seus marcos na carreira teatral. Na companhia, atua em: Esses Maridos (1957), com Paulo Autran, Margarida Rey, Tônia Carrero, e Cláudio Corrêa e Castro.

 

Diana Morel (1955)

 

No anos seguinte, retorna a Companhia Maria Della Costa, aonde atua nas peças: Moral em Concordata (1958), peça que teve temporada em são paulo e portugal, A Alma Boa de Se-Tsuan (1958), e A Cantora Careca (1958).

 

Na companhia, atuou ao lado de grandes atores e atrizes, como: Sérgio Britto, Wanda Kosmo, Fernanda Montenegro, Serafim Gonzales, Maria Della Costa, Edmundo Lopes, Odette Lara, Jardel Filho, Oswaldo Louzada, Suzy Arruda, Sadi Cabral, Sidnéa Rossi, entre outros.

 

Diana Morel e Sônia Muller (1960)

 

Em 1959, retorna ao Rio e ingressa em outra grande companhia teatral, a Companhia Aurimar Rocha. Entre as peças que desemprenhou, estão: Amanhã Se Não Chover (1959), de Henrique Pongetti, com direção de Aurimar Rocha, substituindo Francesca, e atuando ao lado de Mara Di Carlo, Infidelidades em Petit-Comité (1960), com Aurimar Rocha, Esquina Perigosa (1960), com Glória Ladany, e Aurimar Rocha, e A Cegonha Se Diverte (1960), ambas no Teatro de Bolso.

 

A Companhia Teatro Nacional de Comédia chega em 1961, aonde atua nas peças: Não Consultes o Médico (1961), e Lição de Botânica (1961), ambas as peças de Machado de Assis, ao lado de Beatriz Veiga.

 

Diana Morel (1962)

 

Nas décadas de 1960, atuou em outras peças, como: César (1966), com direção de Antunes Filho, ao lado de Glória Menezes, Araci Balabanian, Jardel Filho, Dante Rui, Renato Consorte, Gláuce Rocha, Raul Cortes, Juca de Oliveira, e grande elenco, apresentada no Rio e em São Paulo, respectivamente nos Teatros Municipal e Rute Escobar, As Troianas (1966), com Maria Fernanda, e O Apartamento (1968), ao lado Rubens de Falco.

 

Na década de 1970, atuou em suas últimas peças, entre elas: Dom Casmurro (1972), de Machado de Assis, ao lado de Ziembinsky, Osmar Prado, e Paulo Padilha, Chekup (1972), ao lado de Ziembinsky, e Miriam Muller, e Dr. Knock (1974), ao lado de Paulo Autran, Dirce Migliaccio.

 

TV Tupi do Rio

 

Na TV, foi uma das primeiras atrizes da TV Carioca, ingressando na TV Tupi por volta de 1952.

 

Diana Morel (1955)

 

Na emissora, entre outros, participou de várias peças do programa: Espetáculos Tonelux (1952), com direção de Mário Provenzano.

 

TV Tupi de São Paulo

 

Diana Morel (1955)

 

Quando estava em São Paulo atuando pela Companhia Maria Della Costa, chegou a atuar na TV Tupi paulista, em peças, como: David Coperfield (1958).

 

TV Rio

 

De volta ao Rio em 1959, ingressa na TV Rio.

 

Paulo Gracindo, Diana Morel, Emilinha Borba, w Waldir Maia (1960)

 

Primeiramente temos suas participações em séries na emissora, como: Meus Amores no Rio (1959), ao lado de Domingo Alzugaray.

 

Diana Morel (1961)

 

Em programas variados, esteve em: Noites Cariocas (1959-60), Noite de Gala (1959-61), e Boa Noite, Brasil (1962), ao lado de César Macedo e João Loredo.

 

Na emissora, também trabalhou em peças do programa Teatro - Romance.

 

TV Excelsior do Rio

 

Diana Morel (1963)

 

Em 1963, vai para a TV Excelsior do Rio, aonde atua no famoso programa humorístico: Vovô Deville (1963), com Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Mário Tupinambá, Hamilton Ferreira, Iris Bruzzi, Daniel Filho, Dorinha Duval, Jorge Loredo, e grande elenco.

 

Também faz parte do programa humorístico: O Show é de Graça (1965), com Costinha.

 

TV Rio

 

De volta a TV Rio em 1966, atua, entre outros na novela: Ana Karenina (1966), com Tônia Carrero.

 

Em 1966/67, apresenta o programa de Reveillon da emissora, ao lado de Aizita Nascimento.


Rede Globo

 

Diana Morel e Cláudio Marzo (1967)


Em 1967, ingressa na Rede Globo. Entre as novelas em que atuou na emissora, estão: A Rainha Louca (1967), Demian, o Justiceiro (1968), e A Grande Mentira (1969).

 

TV Tupi do Rio

 

Em 1969, depois de mais de 10 anos, retorna a TV Tupi, aonde atua nas novelas: O Retrato de Laura (1969), Enquanto Houver Estrelas (1969), Tempo de Viver (1972), e Joerônimo, o Herói do Sertão (1972).

 

Rede Globo

 

Diana Morel (1978)

 

Em 1974 retorna a Rede Globo, aonde atua nas novelas: Supermanoela (1974), Dancin Days (1978), A Gata Comeu (1985), e Gente Fina (1990).

 

Em séries, faz algumas participações em Sítio do Picapau Amarelo (1978).

 

Diana Morel

 

Em minisséries na emissora, atou em: O Tempo e o Vento (1984).

 

Cinema

 

Maria Della Costa, Diana Morel, Sebastião Campos e Pedro Paulo Hatheyer em Moral em Concordata (1959)

 

Diana também atuou em vários filmes pra cinema, entre eles: A Carne é o Diabo (1953), É Pra Casar (1953), Trabalhou Bem, Genival (1955), Meu Amores no Rio (1959), Moral em Concordata (1959), inspirada na peça que atuara pela Companhia Maria Della Costa, Quanto Mais Samba Melhor (1960), Cidade Ameaçada (1960), Esse Rio Que Eu Amo (1961), As Troianas (1966), O Apartamento (1968), com Rubens de Falco, e Dom Casmurro (1972), com Osmar Prado.

 

Homenagens

 

Em 1966, foi destaque na escola de samba do Rio, Império Serrano.

 

Prêmios

 

Diana Morel (1961)

 

Ganha em 1961 o prêmio da Revista do Rádio como melhor animadora de televisão pelo mesmo ano.

 

Vida Pessoal

 

Warren Hayes

 

Em 1955, veio ao Brasil o cantor Warren Hayes, de 22 anos, que muitos diziam ser um futuro rival de Frank Sinatra. Ele fez vários trabalhos no Brasil. Alguns dias antes de voltar para os Estados Unidos, conheceu Diana, que se apresentava na ocasião na Boate Night And Day, e começaram um romance.

 

No dia de sua partida, estava hospedado no Hotel Vogue, aonde também se apresentava cantando, e um incêndio consumiu o prédio. Não conseguindo descer, pois as chamas tomaram todo o andar, Warren por desespero se joga da janela para não morrer queimado, e acaba não resistindo. Um fotógrafo do jornal Última Hora chegou a fotografar essa horrível cena e publicá-la no jornal. Na época isso foi notícia em todos os jornais, e várias entrevistas com Diana foram feitas.

 

Diana Morel (1963)

 

De 1956 à 1957, teve um romance com o ator Jardel Filho.

 

Em 1962, começou a namorar o ator Armando Couto. Em 1964 terminaram o romance.

 

Dublagem

 

Na dublagem, ingressou em 1958 na ZIV, a primeira empresa de dublagem do Rio de Janeiro. Posteriormente, nos anos de 1960, passou pela CineCastro.

 

Nos anos de 1970, foi muito atuante na Peri Filmes, e na Tecnisom. Também ingressou na Telecine e Herbert Richers na ocasião. Nos anos de 1980, também ingressa na Sincrovídeo.

 

Em 1980, a Rede Globo faz uma entrevista com Diana Morel, e destaca um elogio pelo trabalho de dublagem de Greta Garbo no filme Ninotchka, exibido na emissora na ocasião.
 
Foi conhecida por dublar atrizes como Greta Garbo, Bette Davis, Jeanne Moreau, Jane Russel, Joan Crawford, entre outras.

 

Greta Garbo em Ninotchka

 

Entre seus trabalhos nos filmes, temos a atriz Greta Garbo em A Dama das Camélias, Anna Karenina, Ninotchka, e Rainha Cristina, Greer Garson em Dominique (1966), e Julio César (1953), além de Katharine Hepburn em Uma Aventura na África, Barbara Stanwyck em Só a Mulher Peca, Jane Russell em Os Homens Preferem As Loiras, Janet Leigh em 3 Em Um Sofá, entre outras.

 

Angie Dickinson em Police Woman

 

Em séries, Diana ficou muito conhecida no início dos anos de 1960 por dublar a atriz Loretta Young na série Letter to Loretta (1953-1961), substituindo a dubladora Silvana Aguiar, que retorna a personagem em 1962. Nos anos de 1970, ficou conhecida por dublar a Sargento Suzanne Anderson em Police Woman. Além disso, também foi a segunda voz de Carolyn Muir em Nós e o Fantasma. Também atuou em séries da Herbert Richers, como Columbo e Ilha da Fantasia.

 

Em desenhos teve poucas participações. Entre elas, fazendo a primeira voz da Rainha Nemone na versão da Filmation de Tarzan, Marta em Vovó Viu a Uva, e a primeira e pouco duradoura voz da Mulher Maravilha em Super Amigos, sendo substituída por Ilka Pinheiro.

 

Uma de suas dublagens mais conhecidas foi da Sargento Suzanne Anderson interpretada por Angie Dickinson na série Police Woman, série dos anos de 1970.


Diana não era uma dubladora constante. Alem de dublar, também atuava no cinema, na televisão, e no teatro, o que acabava usufruindo demais o seu tempo.
 
Tanto na dublagem, quanto na dramaturgia em geral esteve presente até o fim da vida.

 

Veio a falecer em 19 de Dezembro de 1998, vítima de um infarto.

 
Trabalhos:

 

Filmes

 
- Greta Garbo em A Dama das Camélias, Anna Karenina, Ninotchka, e Rainha Cristina

- Greer Garson em Dominique (1966), e Julio César (1953)

- Rose Sayer (Katharine Hepburn) em Uma Aventura na África

- Mae Doyle D'Amato (Barbara Stanwyck) em Só a Mulher Peca

- Dorothy Shaw (Jane Russell) em Os Homens Preferem as Loiras

- Dr. Elizabeth Acord (Janet Leigh) em 3 Em Um Sofá

- Ilsa Lund (Ingrid Bergman) em Casablanca (2ª Dublagem)

- Grushenka (Maria Schell) em Os Irmãos Karamazov (1958)

- Margaret Langdon (Lee Meriwether) em Jamais Foram Vencidos

- Dra. D.R. Cartwright (Anne Bancroft) em 7 Mulheres

- Carlotta Drake (Grayson Hall) em Maldição das Sombras

- Madre Superiora (Greer Garson) em Dominique

- Louise Frinton (Jeanne Moreau) em O Rolls-Royce Amarelo

- Lady Sarah Robertson (Elizabeth Sellars) em 55 Dias em Pequim

- Maggie West (Kathleen Widdoes) em Balada Para Satã

- Miep (Anne Wyndham) em O Diário de Anne Frank

- Ann Barrett (Gayle Hunnicutt) em A Casa da Noite Eterna

- Conselheira (Julianna McCarthy) em O Último Americano Virgem

- Princesa Hamara (Anna-Maria Pace) em Hércules Contra o Filho do Sol

- Estelle Ward (Joanna Merlin) em Julgamento Final (1991)

- Madame Konstantin (Leopoldine Konstantin) em Interlúdio (1946)

- Carlotta Drake (Grayson Hall) em Maldição das Sombras

 

Séries

 

- SGT. Suzanne Anderson "Pepper" (Angie Dickinson) em Police Woman

- Carolyn Muir (Hope Lange) (segunda voz) em Nós e O Fantasma

- A Própria (Loretta Young) em Letter to Loretta

 

Desenhos

 

- Rainha Nemone (primeira voz) em Tarzan (Filmation)

- Marta em Vovó Viu a Uva

- Mulher Maravilha (primeira e menos frequente voz) em Super Amigos

 

Links Relacionados:

 
Reportagem nos Estúdios da Herbert Richers - 06/06/1976

 

Fontes: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam, Acervo Pessoal, Ricardo Ribeiro, Dublanet, Marcelo Almeida, Augusto Bison, Carlos Amorim, Todo Teatro Carioca, Correio da Manhã, Jornal do Brasil, Última Hora, Canal Eduardo Medina, Denilson Monteiro, Famosos Que Partiram, Tribuna da Imprensa, Antenados.