Dubladores

Lima Duarte


Arquivo de Som:

 
Wally Gator em Wally Gator


 
Biografia:

 
Lima Duarte foi um dublador Paulistano.
 

Início


Ariclenes Venâncio Martins nasceu em 29 de Março de 1930 em Sacramento, Minas Gerais. Foi adolescente para Ribeirão Preto, em São Paulo. Posteriormente, foi morar na capital paulista.

 

Começou a carreira no Rádio em São Paulo ainda bem jovem, desempenhando várias funções, até chegar a radioator.

 

Rádio Tupi - São Paulo

 

Ingressou no rádio em Maio de 1947, na Rádio Tupi, ficando alguns anos na emissora, e partindo para a TV.

 

Rádio Difusora

 

Lima Duarte (1959)

 

Na Rádio Difusora, que fazia parte dos Diários Associados, comandou o programa PRF-Música (1959), aonde desempenhou o papel de Disc-Jóquei, função na qual se apresentava músicas pedidas por ouvintes.

 

TV Tupi - São Paulo

 

Começou na emissora no primeiro dia de transmissão, em 18 de Setembro de 1950. No início, entre outros, atuava no Tele-Teatro de Cassiano Mendes (1951).

 

Lima Duarte, José Parisi, e Marly Bueno (1952)

 

Além dos teleteatros, Lima marcou nas telenovelas. Entre elas, temos: Sua Vida Me Pertence (1951), Algemas de Fogo (1951), Rosas Para o Meu Amor (1952), Tudo Contra Ela (1952), com Lia de Aguiar e Dionísio Azevedo, Os Humildes (1953), de Dionísio Azevedo, ao lado de David Neto, Sangue na Terra (1954), O Destino Desce de Elevador (1954), As Aventuras de Red Ringo (1954), O Preço da Vida (1954), Oliver Twist (1955), Caminhos Sem Fim (1955), Engenho das Almas (1955), Posto Avançado (1955), A Derrota (1955), Ciúme (1955), E o Vento Levou (1956), Alma Sem Deus (1956), O Direito de Amar (1956), O Diabo na Corte (1956), com Dionísio Azevedo, entre outras.

 

Entre 1959 e 1962, dedicou-se principalmente ao seu programa na Rádio Difusora, retornando depois de um tempo as telenovelas. Entre elas, temos: Cleópatra (1962), A Gata, O Direito de Nascer (1964), Gutierritos (1964), o Drama dos Humildes (1964), O Mestiço (1965), Olhos Que Amei (1965), Um Rosto Perdido (1965), Calúnia, A Ré Misteriosa e Os Irmãos Corsos (1966), Paixão Proibida (1967), O Décimo Mandamento, O Rouxinol da Galiléia e Beto Rockfeller (1968), Toninho On The Rocks (1970), As Bruxas (1970), e A Fábrica (1971).

 

Na novela Algemas de Sangue (1955), aconteceu um fato curioso. Antes dos últimos capítulos, Lima sofreu um acidente de carro na Rodovia Raposo Tavares, próximo a Sorocaba, quando um caminho bateu em seu carro. Lima ficou internado um tempo. Na ocasião, precisava gravar o final da novela, e por conta de sua internação, o roteiro da novela foi mudado, e Lima fingiu estar internado, acabando gravando o último capitulo da novela na cama do hospital.

 

Lima Duarte e Dionisio Azevedo (1954)

 

Também atuou no programa Teatro de Vanguarda, atuando em peças, como: Passos Que Sobem (1954), Ladrão de Cavalo (1954), O Idiota (1955), A Perigosa Aventura (1955), Calunga (1956), Os Homens Precisam de Paz (1956), Doze Homens Furiosos (1957), A Cartomante (1957), Os Cegos (1957), e A Mulher do Baiano (1958).

 

No programa, atuou ao lado de nomes, como Jaime Barcelos, Odete Lara, Lía de Aguiar, David Neto, Márcia Real, Dionísio Azevedo, entre outros.

 

Lima Duarte (1956)

 

Em seriados, atuou em dois clássicos do mundo infanto-juvenil: Lever no Espaço (1957), com Dionísio Azevedo, Jaime Barcelos, Turíbio Ruiz, e Rogério Márcico, e Capitão Estrela (1959), com Dionísio Azevedo, e Henrique Martins.

 

Também atuou no seriado policial: Aponte o Culpado (1959).

 

Gastão Renê, Flávio Pedroso, Rita Cléos, e Lima Duarte (1963)

 

Em programas humorísticos, entre outros atuou em: Ah... Legria Kolynos (1963), atuando algumas vezes ao lado de atores, como Rita Cléos, Gastão Renê, Flávio Pedroso, Catalano, Anilza Leoni, Percy Aires, Marcos Plonka, Goulart de Andrade, e muitos outros.

 

Participou também do programa Mappin-Philco Espetacular (1963), de produção de Ribeiro Filho.

 

Rita Cléos, Lima Duarte, e Goulart de Andrade (1963)

 

Também presentou aos domingos o programa Lima Duarte Show (1963), que durou poucos meses.

 

Na emissora, também escrevia scripts para programas.

 

De 1964 à 1971, dedicou-se na emissora somente as telenovelas.

 

Rede Globo

 

Foi para a Rede Globo em 1972, indo trabalhar pela primeira vez no Rio de Janeiro. Mal Lima sabia que iria trilhar longa carreira em solo carioca.

 

Entre seus trabalhos, estão, como estavam na TV Tupi, as telenovelas. Entre elas, temos: O Bofe (1972), O Bem-Amado (1972), Os Ossos do Barão (1973), O Rebu (1974), Pecado Capital (1975), Espelho Mágico (1977), Pai Herói (1979), Marron Glacê (1979), Paraíso (1982), Partido Alto (1984), Roque Santeiro 1985), O Salvador da Pátria (1989), Rainha da Sucata (1990), Meu Bem, Meu Mal (1990), Pedra Sobre Pedra (1992), O Mapa da Mina (1993), Fera Ferida (1993), A Próxima Vítima (1995), O Fim do Mundo (1996), A Indomada (1997), Corpo Dourado (1998), Pecado Capital (1998), Uga Uga (2000), Porto dos Milagres (2001, Sabor da Paixão (2002), Da Cor do Pecado (2004), Senhora do Destino (2004), Belíssima (2005), Desejo Proibido (2007), Caminho das Índias (2009), Araguaia (2010-11), Os Experientes (2015), e I Love Paraisópolis (2015).

 

Na emissora, também participou de teleteatros, como: O Crime do Zé Bigorna (1974), aonde dirigiu, ao lado de Gonzaga Blota, Aplauso (1979), entre outros.


Em minisséries, atuou em: Tenda dos Milagres (1985), O Tempo e o Vento (1985), Giras e Pirosas (1992), Agosto (1993), Engraçadinha... Seus Amores (1995), Seus Pecados (1995), O Auto da Compadecida (1999), e O Quinto dos Infernos (2002).

 

Cinema


No Cinema, começou ainda na década de 1940. Entre os filmes que atuou, estão: Quase no Céu (1949), Modelo 19 (1952), O Sobrado (1955), (feito pela tupi), Paixão de Gaúcho (1957), O Grande Momento (1957), Chão Bruto (1958), O Rei Pelé (1963), Trilogia do Terror (1968), Guerra Conjugal (1974), A Queda (1976), Contos Eróticos (1976), O Jogo da Vida (1976), Os Sete Gatinhos (1977), O Crime do Zé Bigorna (1977), O Menino Arco-Íris (1979), Kilas, o Mau da Fita (1979), Sargento Getúlio (1983), Lua Cheia (1987), Corpo (Delito 1988), Boleiros - Era Uma Vez o Futebol (1997), A Ostra e o Vento (1997), O Rio de Ouro (1998), Palavra e Utopia (2000), O Auto da Compadecida (2000), Eu Tu Eles (2000), O Preço da Paz (2003), 2 Filhos de Francisco (2005), Depois Daquele Baile (2005), Espelho Mágico (2005), A Ilha do Terrível Rapaterra (2006), Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos (2006), Assalto Ao Banco Central (2011), Família Vende Tudo (2011), Colegas (2012), E a Vida Continua... (2012), e A Busca (2013).

 

Teatro

 

No Teatro, esteve por volta de 1950. Atuou em peças, como: Todos Os Filhos de Deus Têm Asas (1951), O Testamento do Cangaceiro (1961), com Milton Gonçalves e Nelson Xavier, e Os Fuzis da Sra. Carrar (1962), com Ary Toledo.

 

Na década de 1960, fez parte do Teatro de Arena, tendo atuado nas peças: O Tartufo (1964), com direção de Augusto Boal, ao lado de Gianfrancesco Guarnieri, Arena Conta Zumbi (1965), ao lado de  Gianfrancesco Guarnieri, e O Inspetor Geral (1966).

 

Posteriormente atuou em: O Estranho Casal (1967), Bonifácio Bilhões (1987), com direção e atuação de Armando Bogus, entre outras.

 

Também participou de shows em boates, como foi o caso de De Nero a Zero (1961), ao lado de Dorinha Duval.

 

Prêmios

 

Nas décadas de 1950 e 1960, Lima recebeu diversos prêmios.

 

Em 1952, ganhou o prêmio como melhor sonoplasta do rádio paulista pelo ano de 1951, feito anualmente pela Associação Beneficente dos Artistas da Rádio Record.

 

em 1953, foi eleito pela Associação dos Cronistas de Rádio do Estado de São Paulo o melhor tele-ator do ano de 1952.

 

Em 1954, ganhou o Roquette Pinto como melhor tele-ator do ano de 1953. Também ganhou o Roquette Pinto em 1957, por melhor tele-ator de 1956.

 

Em 1959, a Rádio Gazeta fez uma pesquisa das pessoas populares da TV, e elegeu Lima Duarte, ao lado de outros artistas, como uma dessas pessoas, lhe presenteando com uma medalha de ouro.

 

Em 1960, ganhou um prêmio como melhor ator de TV de são Paulo pelo ano anterior.

 

Entre muitos outros prêmios ao longo da carreira.

 

Vida Pessoal

 

Marisa Sanches e Lima Duarte (1956)

 

No início dos anos de 1950, conheceu a cantora Marisa Sanches (Maria Sanches), também das associadas. Casou-se com Marisa em 1951. Na ocasião, Marisa já tinha uma filha de 1 anos do primeiro casamento, que foi morar com o casal. Mais tarde, essa mesma filha usou o sobrenome do padrasto em sua carreira artística. Ela se chama Débora Duarte. Com Marisa, teve 1 filha: Mônica Duarte (1953). Débora foi casada com Gracindo Junior, com quem teve Daniela Gracindo, e posteriormente se casou com Antônio Marcos, com quem teve Paloma Duarte, que também se tornou atriz. Marisa Sanches também tinha um irmão que trabalhava na TV, era Romeu Sanches, operador na TV Tupi. Lima se separou de Maria em 1961. Maria veio a falecer em 2002, aos 77 anos de idade. Casou-se com Ritva Yarvinin em 1962, e se separou em 1968. Em 1970, casou-se com Mara Martins, com a qual teve 2 filhos: Pedro Martins, e Júlia Martins. Se separou de Mara em 1989.

 

Dublagem

Na dublagem apareceu em 1962, ao lado de outros comediantes da TV, como Waldir Guedes, Raimundo Duprat, Gastão Renê, Luiz Orione, e Roberto Barreiros, para atuar nos desenhos de Hanna Barbera. O responsável por trazer todos esses talentos, foi Older Cazarré, que estava encarregado da direção de todos os desenhos da empresa.
 

Manda Chuva, Wally Gator, e Dum-Dum


Suas dublagens mais conhecidas, foram o malandro gato Manda Chuva no desenho de mesmo nome, a segunda voz do amigo de Manda-Chuva, Espeto, o esperto jacaré Wally Gator, e Dum-Dum, o companheiro inseparável de Tuchê em A Tartaruga Tuchê.
 
Lima ficou pouco tempo na dublagem. Chegou a atuar em alguns filmes, mas por volta de 1964, se retina da profissão, para se dedicar integralmente as telenovelas.

 
Trabalhos:

 

Filmes

 

- Capitão Matt Holbrook (Robert Taylor) em Robert Taylor o Detetive
- Hans Beckert (Peter Lorre) em M - O Vampiro de Dusseldorf

 

Desenhos

 
- Manda Chuva e Espeto (segunda voz) em Manda Chuva
- Alfie Gator em Patinho Duque
- Wally Gator em Wally Gator
- Dum-Dum em Tartaruga Tuchê

 

Fontes: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam, Todo Teatro Carioca, Jornal de Notícias - São Paulo, O Governador, Cine Reporter, Il Mascone, Realidade, Jornal da Republica, Nossa Voz, Ego, Wikipédia, Revista do Rádio, Elenco Brasileiro, Hanna Barbera World, Hanna Barbera Wikia, Hero Wikia, Wikipédia.